Meu perfeccionismo seria um defeito irredutível se não soubesse usá-lo a meu favor. Em certas circunstâncias ele claramente me atrapalha, deturpando minhas percepções, fazendo-me sua escrava. Eu me sinto inútil e desleixada, incapaz. Mas, por outro lado, tem vezes que é possível me ajudar por meio dele.
O perfeccionismo é irracional, a meu ver. Por mais que saibamos que levar algo à perfeição é improvável, insistimos e persistimos em aperfeiçoar tudo que está ao nosso alcance. O pouco não nos contenta. Sim, exatamente aquele com o qual a massa faz a festa. Nós, pobres perfeccionistas, queremos o primeiro lugar, buscamos ser melhores, fazer o melhor, nos destacar. Sempre. E queremos, sobretudo, o reconhecimento. Bem, ao menos eu o almejo. É como despejar todo o meu potencial em projetos e precisar estar ciente da satisfação das pessoas. Em todos os casos há sempre um ponto a se melhorar nesses tais projetos, uma ânsia agonizante por encontrar meios que os tornem a perfeição que eu tão incansavelmente procuro.
Dedico-me... Concentração. Fecho os olhos e uma explosão de ideias me atormenta, me envolve, me incita a continuar. Eu quero estar a frente dos demais, e assim direciono meus esforços ao objetivo principal, que é ter sucesso no que eu faço.
Simples e complicado ao mesmo tempo...

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